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Em Foco

Vitor Paulo de Andrade, diretor presidente
Rio Branco Comércio e Indústria de Papéis


Por: Gracia Martin
Boas Perspectivas para 2010
Muito otimista em relação a 2010, o executivo Vitor Paulo de Andrade, fala, nesta entrevista, de suas expectativas em relação do setor de distribuição de papel. Ele acredita que com o advento da NFe, os distribuidores em geral serão coagidos a evitar qualquer desvio de uso do papel imune, e afirma: "Isso sim será uma revolução na distribuição."

1 - Na sua opinião, como se comportará o mercado interno de papel durante 2010?
Há uma expectativa geral de melhora da economia em 2010 em relação a 2009. No mercado de papel não será diferente, teremos um ano de crescimento.

2 - Eleições e Copa do Mundo são fatores que geralmente tem impacto positivo na economia e reflexos positivos também no consumo de papel. Isto deve ocorrer neste ano?
Sim. Tanto as eleições quanto a copa do mundo são fatores positivos no consumo de papel, fatores esses que se somarão ao crescimento da economia.

3 - Em particular a propaganda eleitoral deve representar elevação no consumo de papel, mesmo se considerando a evolução da internet e de outros recursos eletrônicos?
A mídia impressa conviverá ainda muito tempo com a mídia eletrônica. A mídia impressa tem características próprias e de difícil substituição.

4 - As gráficas que atuavam forte no segmento de formulários contínuos e impressão de talões de notas fiscais estão passando, forçosamente, por um processo de readequação. No seu ponto de vista, estas mudanças terão impacto nos segmentos promocional e editorial? Refletirão no consumo de papel?

Não creio que a curto e médio prazo o consumo de papel de imprimir e escrever tenha queda. Poderemos, sim, ter alguns usos específicos sendo substituídos por outros, como foi o caso do formulário contínuo e notas fiscais, substituídos em parte pelo PDV térmico e DANFE em "cut-size".


5 - O setor de distribuição também tende a se remodelar durante este ano? Especula-se com a possibilidade de algumas empresas deixarem de atuar ou reestruturarem a forma de atuação; trabalhando com esta hipótese, como será o futuro do distribuidor a médio e longo prazo?
Com o advento da NFe, os distribuidores em geral serão coagidos a evitar qualquer desvio de uso do papel imune. Isso sim será uma revolução na distribuição.

6 - Está em vigor uma legislação mais rigorosa com vistas a evitar o desvio de finalidade do papel imune. Esta nova lei resolverá o problema?
A nova legislação deverá, somada à nota fiscal eletrônica, diminuir o uso indevido do papel imune.

7 - Além de maior rigor na fiscalização, que outros fatores precisam ganhar força para que o uso indevido de papel imune seja evitado?
Por se tratar de uma sonegação fiscal, o combate do desvio do papel imune depende principalmente da fiscalização do governo. O que se espera é que as novas normas e a NFe facilitem esse trabalho e com certeza, o farão.

8 - A importação de papel é positiva para o setor de distribuição de papel?
A importação de papel é um necessário complemento ao nosso mercado, tanto no que compete a tipos quanto no que se refere à quantidade. Para o distribuidor, é simplesmente mais uma fonte de fornecimento.

9 - Quais os planos da Rio Branco para 2010?
Basicamente, consolidar as nossas filiais e a nossa posição de alternativa nacional para a distribuição de papéis.

Por: Gracia Martin - MTB/SP 14.051




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